KLB nas bancas =D

Marcos Buaiz, Luciana Vendramini, Cindy Mendes e Nill Marcondes se reuniram na noite desta terça-feira, 3, por um motivo especial.
Todos eles se encontraram no Club Royal, em São Paulo, para celebrar os 27 anos do rapper Cabal, que está de malas prontas para Nova York.
Conhecido pelo hit "Senhorita", o cantor cumprimentou todos os convidados e fez questão de dar uma canja ao lado do DJ Jason Salles.
Kiko, do KLB, DJ Thaíde e os ex-big brothers Rogério Padovani (Gê) e DanDan também circularam pela casa noturna e se divertiram na pista de dança.
Inaugurado em Junho de 2004 o KLB Studios. Situado numa área tranquila e arborizada no bairro do Brooklin, em São Paulo, o local abriga quatro estúdios músicais, e um estúdio de foto: VIP, K, L e B. Sua área construída total é de 1400 metros quadrados, o que inclui recepção, administração, copa e cozinha, estacionamento, acesso independente com rampas para entrada de equipamentos, elevador de cargas e depósitos. O estúdio VIP ocupa todo o segundo andar, a sua maior sala de gravação possui 60 metros quadrados. A técnica impressiona pelo console Solid Stage Logic 4056 Plus com 56 canais, Total Recall e Utimation. Para o tratamento acústico da construção foram usados paredes duplas, piso flutuante e paineis difusores. O projeto acústico foi assinado por Carlos Duttweller.
Você pode imaginar que o estúdio KLB é uma aventura passageira ou uma excentricidade de três jovens irmãos que formam uma banda teen, filhos de um dos mais bem sucedidos empresários artísticos do país. Franco Scornavacca foi baixista durante a Jovem Guarda, depois tornou-se cantor e desde os anos 70 é empresário. Entre 1990 e 2003 cuidou da carreira de Zezé di Camargo e Luciano. Hoje administrada outros artistas, incluindo o próprio KLB, composto por Kiko, Leandro e Bruno.O pai e dos filhos (ou sócios) respiram música. Kiko, 25 anos, o mais velho, toca vários instrumentos, compõe e produz. Ele tamém já grava e mixa, embora não dispense a assessoria dos técnicos de gravação. "O que mais me fascina é associar eletrônica e música", diz o "K" do grupo que tamém escolheu pessoalmente a maioria do equipamento que seria instalado no local."Isto aqui faz parte da vida profissional em que eles acreditam", afirma Franco. "O melhor que você pode ensinar ao filho é deixa-lo fazer o que quiser, desde que esteja preparado para fazer bem feito".Para o empresário, o estúdio serve de suporte - e - numa previsão realista - de fôlego para uma carreira discográfica que pode estar ameaçada pela crise no mercado fonográfico brasileiro : "As grandes gravadoras estão em uma situação de estrangulamento total e pleno, então se alguma coisa não for feita, elas sairão do nosso país. Cada um de nós têm que ter a consciência de querer tornar-se uma gravadora. Eu acho que o KLB está se preparando para isso. Não existe mais dinheiro disponível para acreditar no novo. A pouco tempo atrás, o mercado era de alta rotatividade. Hoje a situação é outra. E ai, é que você tem que estar preparado para guerra, e o estúdio desse porte facilita, não só para o seu trabalho, como para criar novas frentes", afirma. Para o empresário, as horas que passou em estúdio durante a Jovem Guarda, foram fundamentais para sua carreira. E ele deseja o mesmo para os filhos. "Musicalmente falando isso aqui é a melhor escola que alguém pode ter na vida. Aqui é a hora da verdade, não tem mentira, por mais que a tecnologia evolua". De acordo com os sócios, o estúdio não será comercial, ou seja, estará aberto apenas para projetos com a participação de alguns deles, ou no mínimo, para músicos, produtores, e artistas próximos, como Gian e Giovani que já gravaram no KLB Studios. Tão importante quanto o equipamento e acústica, outros ítens destacam-se: arquitetura, decoração e iluminação. "Corforto, qualidade, e privacidade são fundamentais. Quando o artista entra em estúdio, está colocando a vida dele ali. Ali você fica conhecendo todas as fraquezas e virtudes: esse aquário deixa o artista nu. Por isso é que a privacidade é muito importante", diz Franco.
Na visita inicial à casa (que pértenceu ao alto executivo de importante multinacional da área de softwares), verificou-se que o pé direito e o tamanho das salas não permitiam que fosse feito um estúdio confortável e que mudanças radicais na estrutura e que mudanças radicais na estrutura seriam necessárias. Decidiu-se, então, construir uma sala em cima de uma parte da casa, ultilizando pilares paralelos, as paredes externas. Nesta área, foram construídos um hall de entrada, um sound lock, uma técnica e duas salas: uma sala maior para acomodar 28 músicos, e outra sala menor, isolada, para mais 15 músicos, o que permite gravação de orquestra ao vivo. Quando Carlos Duttweller apresentou o projeto inicial, Franco e Kiko se entusiasmaram com a proposta e decidiram fazer um estúdio de maior porte. Foi construido então um segundo andar com 5 metros de altura e 160 metros quadrados de área. O projeto foi assinado por Duttweller desde o início incluindo as paredes de alvenaria, isolamento e tratamento acústico. "Assim é possível criar o espaço, buscando as soluções, como os posicionamentos de paredes, trânsitos de dultos de ar condicionado, elétrica, dultos de passagem de tubulação e canaletas de audio", afirma o projetista de acústica. Toda especificação da obra civil foi repassada para o departamento de engenharia da Pasqua e Associados, que se encarregou de executar a estrutura do edifício. Toda a área do estúdio foi construída sobre pilares, deixando 2,20 metros de intervado entre a laje da casa existente e a laje do piso. Nesse espaço estão instalados o sistema de distribuição de energia, no-breaks, banheiros do estúdio e depósito de equipamento. As paredes são duplas e independentes para cada sala e foram ultilizados blocos de concreto expandido de 20 cm de cada parede. A parede acústica interna foi estruturada com montantes metálidos, landerocha de alta densidade e três chapas de gesso acartonado sobrepostas. Sobre essa parede de isolamento foi construída uma outra parede com estrutura de madeira de 10 cm e lã de vidro. E, finalmente sobre esta estrutura foi aplicado os painéis acústicos de acabamento. Foi idealizada uma laje estrutural de concreto de 20 cm, que recebeu um piso flutuante independente leve, composto de peds de borracha, lã de vidro e compensado duplo. Segundo Duttweller, a finalidade do piso é apenas conter a transmição das vribrações entre os ambientes via estrutura, uma vez que o estúdio está localizado em uma área sem interferência externa de vibrações.
A técnica (control room) mede 32 metros quadrados e a distribuição e controle de audio feito por um conjunto de paineis acústicos projetados para o tamanho da sala e para distribuir corretamente as reflexões geradas pelas prpjeções dos monitores principais, auxiliares e 5.1 foram aplicados ´painéis acústicos para conter as reflexões de média e alta frequência, acenturadas pelo piso de granito e laminado e pela superfície da mesa e do rack auxiliar. Na parte traseira foi instalado um difusor Difractal . "Este difusor difere os demais por ser construído com réguas de madeira, com uma pintura especial de acríluco. As lâminas divisórias foram feitas de vidro jateado, o que proporciona um visual muito bonito" observa o projetista. Ainda na técnica foi feita uma sala de máquinas onde estão acumuldados todos os equipamentos que produzem ruídos: fontes e automoção da mesa, processadores, gravadores e CPUs.De acordo com Carlos, as medidas iniciais mostraram que não seria necessário equalizar os monitores principais, uma vez que as caixas acústicas Tannoy 215DMTII, possuem resposta plana. "Haviamos atingido o projeto de não ultilizar equalizadores nos monitores. A opção por mpnitores flat foi para que os profissionais de estúdio possam ter uma referência mais real possível o que é difícil conseguir com outros sistemas com coloração mais acenturada que acaba confundindo a audição, uma vez que tudo soa bem nesse tipo de sistema" diz. Foram mantidas também as Yamaha NS-10 para ultilização como monitor alternativo. A opção pelas Dynaudio Air 15 para monitoração 1.5 foi pela qualidade de resppsta e por ser atualmente um dos mais modernos sistemas de monitoração auxiliar.Três salas de gravação foram planejadas: um sound lock com 12 metros quadrados, indicado para gravação de voz, violão ou teclados; A sala principal, com 60 metros quadrados, está tratada para gravação de cordas, metais e bateria. Dependendo da sonoridade desejada e do ambiente necessário; a sala menor tem 40 metros quadrados, está prevista para gravação de percussão , bateria, metais, e sopros. Seu tempo de reverberação é mais curto, o que torna a sala mais seca."Antigamente pensava-se em construir uma sala pequena para bateria com tempos curtos de reverberação com uma frequência de ressonância da bateria na faixa dos 90 Hz. Eu acabei fugindo desse conceito, pois acredito que se a bateria que é a base, for bem captada, a gravação fica mais interessante. Isso é fundamental", opina Duttweller. Embora seja fã de equipamentos de audio, Kiko ressalta que as três salas oferecem opções acústicas que, em alguns casos destacam a necessidade de processadores eletrônicos. Todas as salas possuem visores para a área exterior. Devido a sua localização em um bairro muito arborizado, o visual é agradável, o que ajuda a compor um misto das luzes naturais e artificiais, fugindo dos estúdios escuros e sufocantes. Os visores ultilizam três vidros de cristal de 20 mm cada. Apesar de lhe dar constantemente com cálculos, leis da física e cronogramas, Duttweller é contundente ao afirmair que seus projetos são mais musicais do que técnicos. "Eu comecei como músico, depois fui técnico de gravação durante 20 anos. Se levar muito para o lado técnico fica tudo certinho, só que na prática você vai perceber que não vai ouvir o essencial, que são os harmônicos e a propria música. Devemos nos guiar pelos nossos ouvidos também".
O sistema condicionador de ar foi projetado pela Planear e utiliza uma central para cada sala. Todas as centrais são do tipo Rooftop Toshiba, que são self contained especialmente projetadas para trabalhar ao ar livre. Todos os dutos de insuflamento e retorno passam por atenuadores de ruídos e controle de velocidade do fluxo de ar, mantida em quadro metros por minuto. A baixa velocidade do trânsito de ar elimina as turbulências. Os estúdios e técnicos possuem um acabamento feito com painéis revestidos em tecido acústico e sintético. anti-chama. Foram utilizados também painéis laminados de MDF, para equilibrio da sonoridade das salas.
Para Carlos Duttweeler, a decisão de adquerir um controle analógico "grande" (Solid State Logic 4056 Plus com 56 canais, Total Recall e Ultimation) foi natural a partir da criação do estúdio VIP, que a princípio não estava previsto. Para Kiko, a idéia é basear toda a sonoridade dentro da SSL e ter o sistema de gravação não-linear Pro Tools HD 3 Accel com quatro interfaces 192 como gravador e editor. O VIP conta também com um gravador de 24 canais analógico (2") Studer A-827. Além do Pro Tools, há um segundo sistema digital de 48 canais Tascaum MX 2424.Os plug-ins do Pro Tools também estarão à disposição, mas a intenção inicial é processar os sinais através dos pré-amplificadores, equalizadores e compressores do console, além de outros equipamentos outboard, como Manley Voxbox, Universal Audio Channel Strip 6176, Avalon VT-737 SP, Universal Audio Tube 2-610, Focusrite ISA 428, Art MPA (este valvulado com saída digital) e Summit MPC 100. Completam a lista os processadores de efeito TC Eletronic M-2000. TC Eletronic Fireworx, Yamaha SPX 2000 e Lexicon 480 L. Para mixagem, estão disponíveis um DAT Tascam DA45 HR e um Alesis Masterlink com HD e CD-RW. A monitoração principal é feita com monitores Tannoy DMT 215 ultilizando bi-amplificadores Bryston 4BST. Como segunda opção, as Yamahas NS-10M. A monitoração 5.1 será feita por um conjunto Dynaudio Air 15. O gerenciamento da monitoração é Martin Sound MultiMax EXR Surround Sound Monitor, com recursos para Mixagem de SACD e DVD.O estúdio foi todo cabeado com multicabos Reference e Monster Cable oxigen free. São disponíveis dois sitemas de fones: uma linha estéro amplificada com controles individuais e outro, com caixas de distribuição Furman com quatro linhas independentes que podem ser mixadas diretamente pelo músico na sala de gravação. Projeto e execução ficam por responsabilidade da Ground Crontrol (RJ) e de Tiago Luiz (SP).A lista de microfones também é interessante e mostra uma diversidade para todos os gostos: Neumann M147 Tube, Neumann U87AI, Neumann U89, Neumann TLM103, R/Ede NTK, AKG Solid Tube, AKG D112 Shure stereo pair KSM 137, Shure KSM32, Audio Technica AT-3060 Tube, além de drum kits AKG, Shure e Audix. Além do VIP, os estúdios K, L e B receberam o mesmo conceito de acústica. São estúdios menores, com técnica e uma sala para captação. Todos eles estão interligados e com o mesmo formato de gravação, o que significa que uma gravação iniciada em qualquer estúdio poderá ser completada em qualquer outro. A gravação também é toda digital, ultilizando Digidesign Pro Tools HD 2 Accel e Mix Plus, além de superfícies de controle Digidesign Control 24. Há ainda a opção de 24 canais analógicos (2") da Otari MTR 90 III.
São estúdios menores, com técnica e uma sala para captação. Todos eles estão interligados e com o mesmo formato de gravação, o que significa que uma gravação iniciada em qualquer estúdio poderá ser completada em qualquer outro. A gravação também é toda digital, ultilizando Digidesign Pro Tools HD 2 Accel e Mix Plus, além de superfícies de controle Digidesign Control 24. Há ainda a opção de 24 canais analógicos (2") da Otari MTR 90 III.
O visual é agradável, o que ajuda a compor um misto das luzes naturais e artificiais, fugindo dos estúdios escuros e sufocantes. Os visores utilizam três vidros de cristal de 20 mm cada.

O estúdio VIP ocupa todo o 2º andar, a sua maior sala de gravação possui 60 metros quadrados. A técnica impressiona pelo console Solid Stage Logic 4056 plus com 56 canais, Total Recall e Utimation.